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sábado, 20 de abril de 2013

Flor de Lótus






Na mitologia grega, os Lotófagos são um povo que vivia numa ilha perto do Norte de África e que como o nome indica, comiam plantas e flores de lótus. Estas plantas têm o efeito de um narcótico que causa um sono pacífico e também amnésia a quem as ingerir.
Na Odisseia de Homero, existe um episódio em que três homens são enviados para a ilha de forma a investigá-la. No entanto, por comerem as flores de lótus como os restantes habitantes, esquecem que têm que voltar para o barco. Mais tarde, Ulisses consegue resgatar os homens e teve mesmo que os amarrar ao navio para que eles não voltassem para a ilha.
Através desta história, Homero demonstra toda a sua criatividade e conhecimento a respeito do ser humano, porque a amnésia causada pela flor de lótus é uma coisa que muitoas pessoas desejam: a possibilidade de começar de novo, de renascer e apagar o passado.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Graças


 


Graças (ou Cárites), as três deusas da alegria, charme e beleza. Chamavam-se:

    Aglaia (o Esplendor);
    Eufrosina (a Alegria) e
    Tália (a Floração).

As Graças presidiam sobre os banquetes, danças e todos os outros eventos sociais agradáveis, trazendo alegria e boa vontade tanto para os deuses quanto para os mortais.

Erínias



 


Também conhecidas como Fúrias, eram as três divindades que administravam a vingança divina, sendo elas:

    Tisífona (a vingança contra os assassinos);
    Megera (o ciúme) e
    Alecto (a raiva contínua).

Eram justas, mas sem piedade e jamais analisavam as circunstâncias que levaram a pessoa a cometer o erro.

Atlas





Atlas (em grego, Άτλας), também chamado Atlante, é um dos titãs gregos, condenado por Zeus a sustentar os céus para sempre. Atlas foi o primeiro rei da mítica Atlântida. Era casado com Pleione e com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades e Também teve 7 filhas ninfas, as Hespérides

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Hércules






Era o filho do deus Zeus e da mortal Alcmena. Como se sabe Hera esposa de Zeus, era muito ciumenta, por esse motivo a deusa enviou duas serpentes para matar Hércules ainda no berço, mas ele estrangulou-as com as próprias mãos.
Depois de adulto, Hércules num ataque de loucura matou sua primeira esposa e todos os filhos deste casamento. Como forma de penitência ao herói pelo crime cometido, o oráculo de Delfos impões a ele 12 tarefas, as quais ficaram conhecidas como “Os doze trabalhos de Hércules”.
Conseguiu com excelência cumprir suas doze tarefas, foram elas:

1) Matar o leão de Neméia.
2) Destruir um mostro de sete cabeças que cuspia fogo.
3) Capturar a corça de Gerínia.
4) Acabar com um javali selvagem gigantesco.
5) Limpar em um só dia o curral do rei Augeas.
6) Acabar com as aves do lago Estinfale.
7) Capturar um touro louco na ilha de Creta.
8) Eliminar as éguas do rei Trácia.
9) Roubar o cinto de ouro da rainha Hipólita.
10) Capturar os bois selvagens de Gerião, da ilha de Eritéia.
11) Roubar as maçãs douradas das ninfas no jardim das Espérides.
12) Capturar o temifo cão de três cabeças Cérbero, guardião dos portões do inferno.


Por Eliene Percília

Orfeu





 Poeta e músico, filho da musa Calíope e de Apolo ,tornou-se um cantor maravilhoso e tocava divinamente a lira e a cítara, instrumento este cuja invenção lhe é atribuída. Ao ouví-lo cantar as feras o seguiam, as árvores se inclinavam em sua direção e até os homens mais irascíveis se acalmavam.

Recebeu a lira de Apolo e chegou a ser tão bom músico que não teve rival entre os mortais. É mais conhecido pelo seu desafortunado matrimônio com a ninfa Eurídice. Pouco depois da cerimónia de casamento, a noiva sofreu uma picada de cobra e morreu.

domingo, 14 de abril de 2013

Labirinto de Creta





O deus Poseidon  presenteou o Rei Minos com um belíssimo touro branco para que ele sacrificasse o animal em sua homenagem. Mas a beleza do touro fascinou o rei, que sacrificou outro touro no lugar do belo animal . 
Poseidon, furioso pela tentativa de Minos de lhe enganar, fez com que Pasífae, esposa de Minos, se apaixonasse pelo touro branco, sendo que da união do touro com Pasífae, nasceu o Minotauro. Sem outra opção, e não podendo matar o “filho” de sua esposa, Minos pediu a Dédalo que construísse um labirinto para onde pudesse enviar o Minotauro com a certeza que o mesmo não escaparia. Dédalo construiu o Labirinto de Creta.

Zéfiro





Na mitologia grega, Zéfiro (em grego Ζέφυρος, Zephyros) é o vento do Oeste.
 É um dos filhos de Aurora e Astreu, sendo seus irmãos Bóreas, Noto e Favônio. Foi casado com Íris e vivia numa caverna da Trácia.

É também considerado uma brisa suave ou vento agradável, pois era o mais suave de todos os ventos tido por benfazejo, frutificante e mensageiro da Primavera.

Narciso





Jovem formoso, filho do rei do rio Céfiso e da ninfa Liríope. Devido à sua grande beleza, moças e rapazes apaixonavam-se por ele, que rejeitava todas as insinuações. Entre as jovens feridas pelo seu amor encontrava-se a ninfa Eco. Narciso rejeitou-a e Némesis fez com que ele se apaixonasse pela própria imagem reflectida numa fonte.






O mais famoso dos Sátiros foi Pã, o deus pastor, filho de Hermes e da ninfa Dríope. Segundo a lenda, Dríope rejeitou o filho tão logo nasceu por não aceitar a sua forma híbrida. Hermes levou-o para o Olimpo onde foi criado. Por seu jeito alegre, logo conquistou a simpatia e a afeição de todos os deuses, sendo chamado por eles de Pã, que em grego significa O tudo. Vivendo errante pelas montanhas e pelos vales, Pã se tornou o deus dos rebanhos e em torno dele viviam os gênios campestres e os espíritos dos bosques. Além de pastor, Pã dedicava-se à música.

Ninfas






As Ninfas eram figuras mitológicas na Grécia Antiga. Eram espécies de deusas-espíritos da natureza. Os gregos acreditavam que elas habitavam os campos, lagos, montanhas e bosques, sendo responsáveis por levar alegria e felicidade para as pessoas. 
Representavam o dom de fertilidade da natureza. Muitas ninfas eram a personificação de características e qualidades de deusas e deuses gregos.

Em grego a palavra ninfa (nimphe) possuía vários significados, entre eles, noiva e botão de rosa.

Muitas ninfas eram aladas (possuíam asas). Hérmia era considerada, na mitologia grega, a deusa de todas as ninfas.

Os gregos antigos prestavam muita devoção às ninfas, sendo comum as homenagens a estes seres mitológicos.

De acordo com o local onde habitavam, as ninfas recebiam diversas classificações:

- Efidríades: ninfas das águas

- Epigéias: ninfas da terra

- Náiades: ninfas das águas doces

- Oreádes: ninfas das montanhas

- Dríades: ninfas das florestas

- Alseídes: ninfas das flores

Sátiros





Os sátiros, em grego Sathê que significa pênis, eram divindades menores da natureza com aspecto de homens com cauda e orelhas de asno, barbas longas e grandes órgãos sexuais frequentemente exibidos em ereção. Tinham um apetite sexual insaciável, assim como a voracidade para o vinho e a embriaguez. Eternos perseguidores das ninfas, a permanente sensualidade dos Sátiros revelava sua vigorosa forma física.

Caracterizados por uma bestialidade, de gênio preguiçoso, covardes e movidos pela sensualidade, os Sátiros se divertiam aterrorizando os pastores e os viajantes, mas, ao mesmo tempo, protegia-os das feras dos bosques, assim como protegiam os seus rebanhos.

Com o tempo passaram a ser descritos como dóceis, maliciosos, travessos, amantes da música e da dança. Com uma nova imagem, os Sátiros passaram a ser representados com as orelhas pontiagudas, pequenos chifres e os pés caprinos. Apesar de serem divinos, eles não eram imortais mas normalmente eram-lhes consagrados o pinho e a oliveira.

Sereias








Na mitologia grega as sereias eram criaturas de extraordinária beleza e de uma sensualidade irresistível. Quando cantavam, atraíam os navegantes que não conseguiam pelejar contra seu poder de sedução. Obcecados por aquela melodia sobrenatural, os pilotos arremessavam seus navios contra as rochas da ilha, naufragavam, e as sereias devoravam os tripulantes. Os gregos relatam que apenas dois conseguiram vencer o encanto de inimigas tão terríveis. Orfeu, o deus mitológico da música e da poesia, encontrou um recurso. Quando sua embarcação aproximou-se de onde estavam as sereias, ele salvou seus parceiros, tocando uma música ainda mais doce e envolvente do que aquela que vinha da ilha. A outra solução foi encontrada por Ulisses. O herói da Odisséia não possuía talentos artísticos. Sem dons, sabia que não venceria as sereias. Reconhecido de sua fraqueza e falibilidade, concebeu outro plano. No momento em que sua embarcação começasse a se aproximar da ilha sinistra, mandaria que todos os homens tapassem os ouvidos com cera e que o amarrassem ao mastro do navio. Depois que encarou sua fraqueza e incapacidade de enfrentar as armadilhas das sereias, rumou para a ilha conforme o plano. Do mesmo modo, deu ordem aos tripulantes: mesmo que implorasse para que o soltassem, as cordas deveriam ser apertadas ainda mais. Quando chegou a hora, Ulisses foi seduzido pelas sereias como previra, mas seus marinheiros não o libertaram. Quase louco, pedindo para ser solto, passou incólume pelo perigo. O relato mitológico termina afirmando que as sereias, decepcionadas por haverem sido derrotadas por um simples mortal, afogaram-se no mar. O que salvou Ulisses não foi a percepção de sua superioridade, mas a consciência de sua fragilidade.

Ricardo Gondim

A lenda do oráculo de Delfos


Querendo medir com exatidão o centro do mundo, Zeus fez com que duas águias fossem soltas de lugares opostos da terra. Quando o vôo das duas se cruzou, ali bem embaixo o todo-poderoso determinou ser o local – uma pedra situada nas cercanias do monte Parnaso - do ônfalos, o umbigo do mundo. Anunciou então a todos que dali ele entraria em contato com quem desejasse fazer-lhe consultas ou pedir-lhe orientações.
Porém, a região era dominada pela monstruosa Píton, uma cobra gigantesca que espantava qualquer possibilidade de aproximação. Coube então a Apolo oferecer-se para enfrentar a serpente, representante das forças primitivas e irracionais, derrotando-a num formidável combate. O deus vitorioso sepultou os restos do ofídio monstruoso exatamente embaixo do solo em que se ergueu o templo de Delfos, no golfo de Corinto, local em que as mensagens de Zeus, por intermédio de Apolo, chegariam aos interessados.

Oráculo de Delfos






O Oráculo de Delfos foi um grande local sagrado da Grécia Antiga, dedicado ao deus Apolo (deus da luz, sol, profecia e verdade).

Ele se localizava no pé do Monte Parnaso (região central da Grécia). No centro do oráculo havia um grande templo em homenagem ao deus Apolo.

Os gregos recorriam ao oráculo para perguntar aos deuses sobre problemas cotidianos, questões de guerra, vida sentimental, previsões de tempo, etc. Os gregos acreditavam que os deuses ficavam neste oráculo, junto com ninfas e musas, orientando as pessoas.

O Oráculo de Delfos tornou-se, na antiguidade clássica, um dos mais importantes centros religiosos da Grécia Antiga. Hoje, suas ruínas atraem muitos turistas do mundo todo.

Circe




Circe ou Kírkē (em grego, Κίρκη — falcão) era uma deusa grega cuja característica principal era a capacidade para a ciência da feitiçaria.
Filha da deusa Hécate, era capaz de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo morava num palácio encantado, cercado por lobos e leões (seres humanos enfeitiçados). Crê-se que essa ilha se encontra no que é hoje o monte Circeu.


O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe, que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma.

Plêiades





As Plêiades ou Atlântidas eram as encantadoras filhas de Pleione e Atlas, que tinha recebido o castigo imposto por Zeus, de carregar os céus sobre os ombros, por ter se confrontado com Zeus pela supremacia do Olimpo. As Plêiades eram sete irmãs: Maia, Electra, Taígete, Steropo, Mérope, Celeno e Alcíone. De acordo com a lenda, as moças foram raptadas pelo rei Busíris do Egito. Hércules libertou-as, mas a seguir foram perseguidas por Orion que estava fascinado pela beleza das Plêiades.

Órion, era um gigante, filho de Posêidon, e tinha paixão por caçar. Eles se apaixonou por Mérope, uma das Pleiades, que tinha voto de castidade imposto por seu pai. Para escapar da implacável perseguição de Orion, o maior caçador de todos os tempos, as moças foram transformadas numa constelação, composta de sete estrelas, para escaparem do seu pretendente assustador. Atlas apreciava as filhas brilhando no céu enquanto cumpria seu castigo.

Conhecidas como "as irmãs que choram", as Plêiades anunciavam um tempo bom e agradável, quando surgiam , de 22 de abril a 10 de maio, e quando se punham, de 20 de outubro a 11 de novembro, anunciavam mau tempo.

Centauro




Na mitologia grega, os centauros eram seres mitológicos com corpo de cavalo e tronco e cabeça de ser humano. Viviam nas montanhas da Tessália (região central do território grego) e nos bosques das planícies da Arcádia (região central da Península do Peloponeso).

Eram filhos de Ixíon (rei dos Lápitas) e Néfele (deusa das nuvens).


Os centauros eram seres dotados de muita força física. Era uma espécies de monstro, porém com algumas características humanas. De acordo com o imaginário mítico dos gregos antigos, a parte inferior do centauro (cavalo) era a responsável pela força física, brutalidade e impulsos sexuais. Já a parte humana era mais racional, com capacidade de analisar e refletir. Portanto, era um ser que representava conflitos típicos dos seres humanos: razão, emoção e violência.

Aparece em vários mitos e lendas, quase sempre associado a fatos envolvendo atos violentos e bárbaros.


Um dos mitos mais conhecidos com a participação dos centauros fala sobre o casamento da princesa Hipodâmia e Pirítoo (rei dos lápitas). Os centauros foram convidados para o casamento, porém tentaram raptar a princesa, depois de ficarem embriagados de vinho. Os lápitas reagiram e teve início a uma grande guerra entre os centauros e os humanos. Grande parte dos centauros foi dizimada e alguns sobreviventes fugiram para as montanhas da Tessália. 


Na mitologia grega, os centauros eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez.

Pégaso





Pégaso (em grego: Πήγασος) é um cavalo alado símbolo da imortalidade. Segundo a mitologia grega, nasceu do sangue da Medusa, após esta ser decapitada por Perseu.

Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego Belerofonte, para que combatesse a Quimera.

Com ele, Belerofonte tentou aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que Pégaso corcoveasse, provocando a queda do cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de Zeus.

Pégaso vivia no Parnaso, no Hélicon, no Pindo e na Piéria, lugares freqüentados pelas Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e onde o cavalo alado costumava pastar.

Pégaso está ligado às tempestades, à água, é ele quem traz o trovão e os raios. É também o símbolo da criatividade do espírito, dos poetas e da imaginação.

A história de Pégaso tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas.

Hades





O senhor do submundo, foi enganados por seus irmãos e condenado a vagar com mortos e cuidar do inferno. Hades conta com seu garfo de duas pontas e um cachorro de três cabeças com uma cobra no rabo chamado Cérbero, o devorador de almas.